Como a Síndrome de Down mudou nossas vidas.

O Bebe que sonhamos!

Estamos Grávidos
Estamos Grávidos

Quando estamos grávidas, tudo que pedimos e pensamos é que “venha com muita saúde” e por isso nos cuidamos tanto, vamos ao médico, fazemos diversos exames,  mudamos nossa alimentação, praticamos atividade física, nos preparamos e dedicamos nove meses para isso. E assim foi a nossa gestação do pequeno Alexandre! Alias, curtimos muito essa gravidez, tirando aqueles incômodos de grávida, foi uma gravidez muito tranquila e saudável. Sonhávamos e imaginávamos como seria nosso filho, é um momento muito mágico onde compramos o enxoval, montamos o quarto, escolhemos cada item que será usado pelo nosso pequeno!Tentamos ao máximo visualizar aquele bebe que vai chegar.

Ultrassom de rotina
Ultrassom de rotina
Foto: Andre Tomino
Foto: Andre Tomino

 

Corre papai…

Até que a grande espera dos longos meses chegaram ao fim! Nosso bebe chegou no dia 09 de maio 2014, eu entrei em trabalho de parto ainda na madrugada e  corremos para hospital, eu, papai que estava em outra cidade, e dirigiu em velocidade de foguete para me pegar e o irmão babão que arrumou tudo para sairmos! Meus pais estavam a caminho e os padrinhos do Lele também! Apesar de estar morrendo de dor, aquelas famosas dores de parto, tudo corria muito bem!

Ele chegou!
Ele chegou!

As 09:00 nosso pequeno nasceu, de cesariana, foi muito bonito, emocionante, os padrinhos e o irmão Nicollas assistiram todo o parto. Lele nasceu super bem, corado, forte, super saudável. Linnndooo!!!!!! Eu também estava muito bem.

Ansiosos
Ansiosos
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Nic apaixonado pelo irmão tão esperado!

 

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Na visão do irmão Nic e os padrinhos Camila e Betinho

Fomos para o quarto, rapidinho Lele também e foi um dia de muita comemoração! Felicidade nos definia. Família toda em peso!

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Lembrancinhas “bike é claro!”

…o susto

Até que no dia seguinte fomos surpreendidos. A pediatra de plantão entrou em nosso quarto, eu estava com visita e o papai tinha saído para buscar seu almoço,ela então  falou que voltaria depois para conversar com a gente, naquele momento eu senti que alguma coisa tinha acontecido, quando o Ale pai voltou eu contei para ele, falei que estava aflita, ele falou que não era nada, que deveria ser apenas coisas de rotina do hospital, mas meu coração de mãe sabia que tinha algo, mesmo ser ter percebido qualquer coisa.

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Nosso primeiro almoço com Lele

Nos preparamos então para nosso primeiro almoço, com o nosso bebe ali do ladinho, até que ela entrou no quarto novamente. E foi ali,  aproximadamente 15 minutos de conversa que mudaram a nossa vida, fomos questionados por ela “vocês notaram algo diferente no Alexandre?” “vocês reparam que ele tem os olhinhos um pouco afastados, os dedos mais curtinhos, a linguinha protusa (para fora da boca)”  Bom, reparar mesmo,  nós não reparamos, mas eu percebi a linguinha, que para mim não era nada demais,  até que ela nos falou que eram possíveis características da Síndrome de Down. Eu comecei a chorar, o Ale segurou a minha mão forte, eu só consegui perguntar se o nosso bebe estava bem, graças a Deus ele estava. Ja tinha sido feito diversos exames nele e estava tudo ok. Ela saiu do quarto e eu chorei desesperadamente, meu mundo havia desabado. Meu marido foi muito forte, me amparou o tempo todo, mas hoje sei que ele chorava escondido de mim, pois não queria me deixar pior, ele me deu muita força , ate que Lele foi levado para colher sangue e assim realizar o cariótipo, só assim teríamos certeza da síndrome, me lembro que nesta hora foi o único momento em que vi meu marido chorar, nos abraçamos e fizemos uma oração e pedimos a Deus que o melhor acontecesse. Foram minutos que mais pareciam horas, meu marido me mostrou um video, não me lembro de ja ter chorado como chorei assistindo, mas também me ajudou muito. Vale a pena assistir!

“Mas por que tanto eu chorava?” era um nascimento e não um funeral, eu deveria estar feliz, mas estava com medo, medo do que nos esperava, de como seria tudo, nosso futuro, nossos sonhos, nossos planos.

O mundo desconhecido que se tornou encantador!

Já em casa
Já em casa

Esperamos 40 dias para receber a confirmação, foi uma espera muito difícil, um misto de emoções, afinal nosso bebe estava ali com a gente, precisando apenas de amor, mais nada. Mas a preocupação era inevitável e o medo também. Decidimos que não contaríamos para ninguém antes que fosse confirmado, aguentamos calados toda aquela pressão que estávamos vivendo, não foi fácil, mas superamos graças a nossa cumplicidade, graças a alegria que estávamos vivendo diante do bebe que tinhamos em casa, em ver a alegria do amor do Nicollas. Tentamos curtir muito, mesmo passando por tudo,  aproveitei muito para estudar a síndrome durante esse período, li muitos artigos, vi muitos videos, pesquisei estímulos e diversas terapias, o meu medo foi se transformando em conhecimento, e passei a ficar cada dia mais interessada em aprender.

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Nosso anjinho

Depois de confirmado contamos então para o Nicollas e para a nossa família, fomos mais do que abraçados, todos nos apoiaram inclusive nossos  amigos mais próximos. Vimos o quanto Lele era querido, independente de qualquer coisa.

Graças a Deus o Lele não nasceu com nenhum problema de saúde, nem mesmo cardiopatia, logo procuramos as terapias indicadas pela geneticista que cuidou do nosso caso o que também nos tranquilizou.Uma das coisas que também me tranquilizou muito e que levo comigo todos os dias é uma frase do meu marido “vamos viver um dia de cada vez”  nós recebemos um bebe bem diferente do que esperávamos, mas nós o amamos tanto, que nada para nós e impossível, com  muito amor e dedicação estamos alcançando tudo que é esperado para ele, e o mais importante, no tempo dele, isso deve ser muito respeitado.

Primeiro mês do Lele
Primeiro mês do Lele

Com tudo isso que passamos e hoje vivemos resolvi com muito apoio da família criar o 21 Motivos Para Sorrir, pois imagino que se eu adquiri conhecimento e uma nova visão para a síndrome, poderia fazer com que outras pessoas, nosso leitores e seguidores pudessem também enxergar uma criança Especial de uma nova maneira, ver o quanto eles são capazes de conquistar o mundo, ser independentes, estudar, casar… que tudo que eles precisam é respeito, amor, reconhecimento e muito incentivo.

Esse foi só começo da nossa história com o Lele…

see ya 😉

 

 

 

 

 

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